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quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

Abelha Rainha


Melífluo voo ao paradisíaco descanso,
Do doce lábio que corresponde ao beijo
Inusitado e ofertado tão gentilmente.
Tu buscas nos lindos pomares alegremente,
Trazendo ao teu amado deitado e inspirado,
Sob o jardim florido de interesse escondido.
Mostre sua linda face entre o sabor de seu mel,
Contando-me lindas histórias trazidas do céu,
Sobre as nuvens também quero estar
Por que desse horizonte também sei vislumbrar,
Que seja contigo voando em teus braços,
Enquanto carrego-a numa onda de abraços,
Concebidas numa aventura sequer imaginada,
Pelos que aqui estão em terra ilhada,
Não contemplam o que tanto vejo e amo,
Banhada no mais puro âmbar de um ramo,
Em que as folhas de outono balançam,
Por entre nossas carícias que se roçam
E uma a uma, são delicados raios açucarados,
Cristalizados no mel, e quando tocados
Apenas se dissolvem quando se mostra envergonhada,
E do suave fogo que usas para por em minhas mãos,
A teia tecida da ciranda iluminada dos amados irmãos.

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

Inesquecível Vislumbre



Este é o lugar. Fiquei parado relembrando,
Deixe-me rever a cena
E convocar do meu passado sombrio
O que aconteceu sem nutrir pena.

O passado e o presente se uniram
Abaixo desse tempo fluindo no turbilhão,
Como pegadas escondidas pela praia
Porém vistas nos lados sem apreensão.

Aqui ruma a estrada para a cidade,
Há uma faixa bem esverdeada,
Através da qual eu ia me encontrar contigo,
E ficavas maravilhada!

Na sombra deste pinheiro
Alguns frutos caiam na grama,
Entre nossos abraços e o insinuar dos ramos,
Que sombreavam a nossa cama.

O teu vestido era como os girassóis,
E teu coração brilhava de tão puro,
Acredito que um dos mensageiros de Deus
Andou comigo nesse dia e me senti seguro.

Eu pude ver o ramo das árvores
Curvarem-se ao seu toque dando-lhe fé,
As folhas do trevo na grama
Se levantavam e beijavam-lhe o pé.

O sono, o sono dos amantes, requer cuidado,
Da terra e sandice nasceu!”
Solenemente entre carícias ouvimos
O pio dos pássaros e algo em mim rejuvenesceu.

Através das persianas o sol dourado
Se derramava no feixe de poeira,
Como a escada celestial vista em sonho
Por Jacó simbolicamente dessa maneira.

E de tempos em tempos, o vento,
Se fazia presente pela casa,
Que construíamos vibrando com ardor
Na paixão que entrava pela entrecasa.

Ao longe se ouvia o sermão dos costumes,
No entanto, à mim não surtia efeito,
Pois falava em precaução e recato,
Ainda sim pensei em ti com respeito.

Mas agora, que pena! O lugar parece diferente,
E você, não estás mais aqui,
Parte daquele resplandecer que eu amava
Não encontrarei mais de quando a vi.

Apesar dos sentimentos, profundamente enraizados
Em meu coração como ciprestes
Negros e altos, subjulgando a luz do meio-dia
Suspirei incessantemente com soluços tristes.

Esta memória iluminou sobre o passado,
Como quando o sol, escondido,
Por trás das nuvens logo acima de nós,
Brilhava como num sonho revivido.

Felipe Valle



domingo, 5 de fevereiro de 2012

Sonho d'Amor

 
  Um jovem amor dorme
  No mês de maio do ano,
  Entre os lírios,
  Banhados à luz delicada:
  Cordeiros brancos vem do pastoreio,
  Pombas brancas constroem lá,
  E ao redor dela
  As flores-de-maio são brancas.

  Musgo macio do travesseiro 
  Por um oh! Uma suave bochecha;
  Leves folhas lançam as sombras,
  Sobre os olhos pesados:
  Há vento e as águas
  Crescem embaladas e pouco falam,
  O crepúsculo tarda
  O mais longe no céu.

  Jovem amor está sonhando;
  Mas quem deve contar o sonho?
  A luz do sol perfeito,
  Na floresta de tom embolorado,
  Ou luar perfeito
  Acima do córrego apressado,
  Ou o silêncio perfeito,
  Ou a música de lábios acarinhados.

  Queima odores à sua volta
  Para encher o ar sonolento;
  Danças tecem em silêncio
  Em torno dela de lá e para cá;
  Por um oh! Em vigília
  Os lugares não são formosos,
  E a música e o silêncio
  Não são como esses abaixo.

  Jovem amor está sonhando
  Até os dias do verão se forem,-
  Sonhando e cochilando
  Distante do sono perfeito:
  Ela vê a beleza
  Que o Sol não tem olhado,
  E gostos da fonte
  Indizivelmente profundos.

  Ela é a música perfeita
  Que faz na quietude do seu descanso,
  E através da pausa
  O perfeito acalma o silêncio,
  Oh! Pobres as vozes
  Da terra de leste a oeste,
  E a quietude pobre da terra
  Entre suas imponentes palmeiras.

  Jovem amor está adormecida
  Distante da sonífera morte;
  Sombras frescas aprofundam
  Em todo o rosto adormecido,
  Então cai o verão
  Com a respiração quente e deliciosa,
  E o que o outono tem
  Para nos dar em seu lugar?

  Aproxime as cortinas
  Da sempre-viva ramificada;
  A mudança não poderá toca-la
  Com os dedos enfraquecidos e secos:
  Primeiro as violetas
  Talvez com o botão-de-flor invisível,
  E uma pomba, pode ser,
  Retornaram aninhadas aqui.

quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

Amores do Verão




À minha linda abelhinha”



Nós fomos para o verão, pro verão que chega,
As sebes cheias de flores como numa bela entrega,
E o pardal sobre o carvalho edificando seu ninho,
E o amor brilhando no cristal com todo meu carinho,
Ela se senta com cabelos entrelaçados debaixo da acácia,
E Eu vou junto à ela com afetuosidade sentir sua carícia,
Eu vou olhar pro rosto dela, descansando em sua beleza,
E colocarei o meu cansaço em seu peito cheio de pureza,
Sendo Eu seu amado amante contemplando a luz do verão,
Enquanto acaricia-me com suas unhas quentes em gratidão.

O tempo ensolarado chega sobre a aberta flor-de-maio;
A abelha toda alegre pisoteando as rosas em seu ofício,
E o tentilhão meditando no seu ninho acinzentado,
Por entre os arbustos que Eu contigo, ficava deslumbrado,
Eu apoiado em seu peito e sussurrando em seu ouvido,
Que não quero dormir sem uma piscada ou um gemido;
Que tenho louca vontade, de retê-la em meu pensamento
Duma forma que ele renasça novamente no nascimento;
Diariamente como a fome natural que nasce no dia-a-dia
E só se satisfaz como a rosa alimentada no calor do dia.


sexta-feira, 7 de outubro de 2011

Os Dias No Fronte

  Sexta-feira, 13 de Maio à;
  Quinta-feira, 06 de Outubro de 2011.

                                    I

  Estou caminhando para aí, espero chegar a tempo,
  Se eu não chegar me espere, há algo e já faz um tempo
  Que precisa ouvir calmamente o que tenho a dizer,-
  Não precisa ficar se perguntando sobre o que é;
  Na hora vai saber e irei sentar e explicar ao seu lado,
  Dobrando meus joelhos e respirando fundo a cada
  Palavra que você inevitavelmente franzir o cenho.


  Não é tão sem lógica o meu intuito e você já percebeu
  Há um bom tempo,- tem tudo a ver com nossos olhares
  Nunca cruzados, de uma ponta a outra irrompe algo
  E nem preciso comentar que isso é eterno,
  Quero colocar minhas passadas em dia para dar 
  O primeiro passo bem dado e se não for você que for
  Abrir a porta, eu sei que a chave não será necessária
  Num momento como esse, a porta estará destrancada.
  
  Irei abri-la e esperarei sua voz tranquilamente responder
  Ecoando sob o teto que não devo dirigir meu olhar na 
  Altura dos seus olhos, tudo isso por que ainda não soltou
  Suas risadas de alívio ao me reconhecer como alguém
  Digno de sua confiança, imaginando que ao me ver
  Sorria num daqueles conflitantes estados de paixão ou
  De obrigação voluntária, e pelo visto mais de uma vez.


  À propósito, estar face-a-face e contemplar seu sorriso
  Entreaberto, denotando seus dentes e contorções labiais
  É um raro momento desses que guardamos a sete chaves
  E agradecemos a algo por ter nos proporcionado, 
  Justaposto a isso é ver você me admirando e mirando
  Minhas mãos mexerem nos meus cabelos como que 
  Sufocando sutilmente um suspiro tirando o ar de gravidade
  Não só do momento mas também do meu estado.


  Á partir de quantas leves batidas no joelho posso dizer
  Que você já não é aquela tão segura garota que vive
  A me admoestar em seus momentos maternos, por que
  É assim que vejo essa sua forma de agir,- tente vagar
  Por uma ou duas frases que eu digo, tenha certeza
  Absoluta que não foram premeditadas para servirem
  De efeito numa ocasião como essa, eu não faria isso.


  Deixe-me sentar um pouco no chão da sala, não que isso
  Me traga segurança, mas desse jeito posso revirar a face
  E contornar com os olhos mais de um nuance de seu perfil
  Duma maneira que sei muito bem fazer, só não sei
  O que fazer ou falar à partir de agora, te dei o total controle
  Da situação, pode pega-lo e controla-lo de um jeito só seu
  Ou largar de mão, mas duvido que chegue tão longe.
                                     
                                         II

  Desistir não é o caminho pra nós dois, nem sabemos explicar
  Bem ao certo o por que de às vezes em momentos tão críticos
  E com certas provações nos provocarmos desse jeito tão íntimo
  E carinhoso e assim alimentarmos o que sentimos um pelo outro,
  Você sabe o que exatamente aquilo que eu tinha em mente desde
  O começo e atravessou cada etapa até chegar a um obstáculo
  Intransponível aplicando um teste de fogo para Eu passa-lo.


  Só espero que à partir de agora, encoste suas mãos nas minhas,
  E, assim, abdiquemos de tudo de impuro e infecto que tente
  Se amalgamar em nossos corpos, e nos desejos que nutrimos;
  Um pelo outro. E nenhuma lágrima será derramada em vão,
  Nenhuma palavra será proferida com a intenção que não seja
  O nosso crescimento mútuo; e nenhum delírio ou dor semelhante
  Irá atormentar e interromper a nossa trajetória daqui em diante.

quarta-feira, 5 de outubro de 2011

Você Está Em Meus Sonhos



 Você deixou-me com um mundo
    Tão silencioso,
  Onde as noites são calmas,
    Mas Eu estou sem descansar
  E minha respiração tornou-se
   Tão leve quanto o vento.


  Nem mesmo o todo poderoso céu
   Poderia preencher o espaço
  Que você deixou para trás.


  Nem mesmo quando chove.


  Não!
    Nada toma o seu lugar,
  Seu vazio é muito grande
    Para se preencher.


  Eu tenho prendido minha respiração,
    Por tantas noites seguidas,
  E em algum lugar do litoral
    Desconhecido por mim
  Você pinta seus sonhos,
  Com vermelho, azul e verde.


  Você está pintando lírios
    Em volta do mar,
  Mas sem a mim.


  Hoje em uma brisa
    Eu senti o seu perfume,
  Mas você não estava 
    Em nenhum lugar próximo.
  E no devaneio
    Eu te senti me abraçando.
  E mesmo em meus sonhos
    Eu tremo de medo
  Da verdade que está sendo varrida,
    Pelo ritmo das ondas
  Que Eu sussurro em suas orelhas.


  Eu tenho prendido minha respiração,
    Por tantas noites seguidas,
  E em algum lugar do litoral
    Desconhecido por mim
  Você pinta seus sonhos,
    Com vermelho, azul e verde.


  Você está pintando lírios
    Em volta do mar,
  Mas sem a mim.


  Eu daria as minhas memórias
    Mais significativas
  [e doces.
    Se Eu pudesse pelo menos estar
  Contigo outra vez.
    [Estar contigo outra vez.


   Eu tenho prendido minha respiração,
    Por tantas noites seguidas,
  E em algum lugar do litoral
    Desconhecido por mim
  Você pinta seus sonhos,
    Com vermelho, azul e verde.


  Você está pintando lírios
    Em volta do mar,
  Mas sem a mim.


  Na noite passada
    Eu sonhei que estava comigo,
  [Então
    Finalmente Eu pude respirar.

As Maneiras de Como Eu Amo Você

  Como Eu te amo? Deixe-me contar as maneiras.
  Eu te amo com a profundidade,
  a largura,
  e a altura,
  que a minha alma pode alcançar,
  quando está fora de vista,
  para os fins do Ser e da Graça ideal.
  Amo-te até o nível de cada dia
  da necessidade mais tranquila,
  pelo Sol
  e pela luz da vela.
  Eu te amo livremente;
  como os homens que lutam por seus direitos;
  Eu te amo puramente;
  como quando eles são transformados em louvor.
  Eu te amo como uma paixão posta em uso
  [a cada dia,
  em minhas velhas mágoas e a fé que nutro
  [desde a minha tenra infância.
  Amo-te com um Amor que me parecia perdido,
  [posto que agora o encontrei,
  Com todos os meus santos perdidos,-
  Eu te amo com a minha respiração,
  meus sorrisos,
  minhas lágrimas,
  de toda a minha vida,-
  E, se Deus quiser,
  Eu poderei te amar muito mais
  após esta vida.

Meu Amor É Como o Gelo

  Meu amor é como o gelo, e Eu o fogo:
  Vem, pois, neste seu frio tão grande,
  Não dissolve no desejo quente logo,
  Mas quando peço ele cresce da onde?


  Ou se expande com todo o meu calor,
  Sem se dissipar pela frieza congelada,
  Mas que queimo na ebulição em suor,
  E sente minha chama tão aumentada?


  Algo maravilhoso que pode ser dito,
  O fogo derrete as coisas, 'té o gelo,
  Endurecido, em um frio sem sentido.


  Devo acender a chama maravilhosa?
  Tal é o poder do amor ante o degelo,
  Podendo mudar o curso da natureza.

quinta-feira, 7 de julho de 2011

Para o Meu Amor

                            Introdução


 Este é um poema que tem como base inspirativa uma determinada pessoa.
 Logo ele é qualificado como intimista e detém traços característicos do autor.
 Foi idealizado pelos sentimentos deste por ela e o jogo narrativo se baseia exclusivamente no mundo ambientado pelos dois, tanto imagético dele quanto tangível dos dois.
 Apesar de nem tudo que está descrito ter acontecido, ele serve como chave pra que se entenda os sentimentos do autor pela personagem que ambientaliza com ele.
  É por assim dizer seu desejo a ser realizado, ela se torna a fonte inspirativa dele e além disso acaba se tornando o propósito de suas ações.
  É sutil explicar isso mas poderia ser dito duma forma em que ele por possuir uma base não só psicológica, mas também física utiliza-as para conseguir se manter e evoluir como pessoa para que possa desfrutar do que produz enquanto pessoa ativa no meio em que vive.
  Acredito ser este o grande propósito das pessoas, unindo todo os fatores em que são ativas na sociedade em que se compõe, desfrutam do resultado no seus meios íntimos, seja como a simples manutenção de gastos e por conseguinte a base para uma família feliz.
  Então é este a finalidade do trabalho, dos estudos, seria a ajuda mútua das pessoas como uma observação explícita que nos leva a compartilhar o fruto deste resultado com os seres que amamos.
  Se esta obra fazer ela sorrir e respirar o mesmo ar que respirei enquanto escrevia o nosso poema, que concorde intimamente e que sinta o amor que flui pelos versos do autor para o ser a que tanto a ama.
   
                                 Capítulo I




  [...]Pude ver sua silhueta mover-se,
  Enquanto eu movia meus dedos...
  Até sua insinuante forma de deter-se
  Ao contato do seu peito que ofegava!


  Eu agora me recordaria até do mais leve
  Movimento de seus pés. O som contido...
  Que desejo tanto na minha mente quanto na
  Sua delicada forma de se deitar novamente.


  E enquanto dorme delicadamente de lado
  Posso viver ao seu lado e, transpirar encostado
  Ao seu corpo cálido, vívido e sonolento
  Que esbarra por entre minhas pernas.


  As persianas estão fechadas, mas iremos abri-las
  Pela manhã. O tempo está frio e com certeza
  Choverá pela manhã e a tarde esfriará
  Mais do que o previsto e encosto-me a ti.


  A noite está mais fria do que esperávamos...
  Você gosta de dormir bem quentinha e nem nota,
  Mas faz um gesto amoroso com as bochechas,
  De quem gosta sentir o calor enquanto dorme.


  Você costuma virar de lado toda a noite,
  É o seu jeito, às vezes me aperta com carinho
  Ou vira para o outro lado e nem se lembra mais
  De mim, ao certo é a hora que adormece.


  Como eu quero conserva-la perto de mim!
  Seja entre minhas lembranças, as do meu presente,
  Do meu passado e as do porvir que nascem de nós
  Dois, então continue e pause toda vez que me olhar.


  [...]E são nossos olhares que se cruzam,
  Nossos narizes que se roçam toda manhã,
  E as nossas mãos que continuam firmes
  E quentes toda vez caminhamos pelo parque.


  Você vive falando coisas tão belas sobre ele,
  Como é gostoso o ar, os bichos que vivem lá,
  Eu retomo o início da conversa de que como você
  É linda falando assim e você me dá um beijo.


  Com aquela pausa que sabe fazer, rindo e dizendo
  Seriamente ao mesmo tempo, conseguindo me elevar
  A um ponto de felicidade indescritível com palavras.
  Eu ainda quero viver e reviver cada dia pra viver isto.


  Mas isso tudo foi ontem pela tarde, agora estamos à sós,
  Nós dois no nosso ninho. Sinto vontade de beber algo
  E caminho até a cozinha e deparo-me com os objetos
  De que você tanto gosta e penso neles como em ti.


  Se cheguei até esse ponto, foi graças a você
  Meu amor! E até que ponto posso demonstrar esse amor?
  Chego a contar mais uma página febril,
  Das muitas que minhas têmporas sentem longe de você.


  Perto ou longe, correndo ou parada, você é o caminho
  Da minha jornada e, trilho ela a cada dia,
  Seja com um simples bom dia ou em ajuda em que tento
  Levar jeito só pra ver sorrindo a fonte da minha felicidade.


  É incrível como posso antecipar cada nuance que se lança
  Em seu peito, ele parece pular do coração aos lábios
  Me ofertando um abraço delicioso ou um beijo
  Que as minhas bochechas pedem com tanto carinho.


  Você está pensando novamente com a pose
  Que me deixa na posição de contemplação,
  É tudo o que me resta ao ver seus olhinhos
  Piscando inocentemente e pedindo mais um abraço.


  Haveria eu de não ter encontrado a tão sonhada paz
  Junto a você, quando me toca de leve nos cabelos
  Dizendo pra que se cuide em mais um dia de trabalho,
  Ou mesmo quando chego em casa?


  Então é esta a tão sonhada paz que todos nós
  Desejamos, ela que ao se anunciar nos pega
  De surpresa e muitas vez acorda de noite sussurrando
  -Encontrastes o teu amor, não o percas de vista.


  Você, que me reverenciou em um momento tão
  Especial, em que do silêncio se criou uma esfera
  Da mais perfeita bondade e esperança junto aos
  Meus sonhos, tão quietos e penetrantes.


  Não é de se intrigar, por que não te amar?
  E por que não fico curioso ao saber que toda vez
  Que escrevo uma onda de paz me toma a face
  E não posso esconder um largo sorriso?


  Eu acredito que ama-la é tão natural e tão sadio
  Ao meu corpo e será que existe algo que me faça
  Mais bem do que todos os dias ter um beijo seu
  Antes de me entregar a ocupação cotidiana?


  São tantas as perguntas e todas se respondem quando
  Se calam ao toque dos nossos lábios,
  Elas se quedam, se respeitam e se penetram em 
  Nossos corpos quentes de tanto carinho.


  Acho que tudo isso é um anúncio que devo fazê-la
  Acreditar como a mais profunda verdade
  Que sou a pessoa certa para ocupar o seu coraçãozinho
  E me tornar guardião dele.




                                        Capítulo II


  É uma responsabilidade e tanto cuidar
  Do seu bem-estar, proteger e zelar
  Pela sua felicidade, acho que assim posso
  Me considerar um ser realizado.


  Devemos a cada dia cuidar da nossa saúde
  Para transpirar alegria a quem amamos
  E assim darmos mais um passo dado 
  Na direção da nossa plenitude.

  A sua experiência me faz planejar diversas
  Formas de manter e assegurar o que com tanto
  Esforço e carinho nós construímos e sei que irá
  Se manter e ser respeitado por muito tempo.


  Eu me valho dela, toda vez que sinto uma certa
  Dúvida de algo, amo a sensibilidade feminina
  E sempre que posso pergunto como uma criança
  Inocente a forma mais justa de agir.


  E então, você delicadamente me responde
  A forma mais sábia de se fazer algo e, 
  Logo em seguida manhosamente
  Muda o tom desejando a minha sabedoria.


  Formamos inúmeras vezes nossa própria
  Maneira de estarmos contentes consigo mesmo,
  Ela é perseverante a cada estilo que tem
  O nosso toque de experiência.


  Experiência essa que me atribui diversas
  Formas de expressar o que sinto por ti,
  Seja em poesias, em afagos, ou na minha
  Vontade de que me vejas com orgulho.


  Quero tanto que tenha em mente
  Que me veja todos os dias de sua vida
  Duma maneira orgulhosa,
  Te pondo num patamar de mulher realizada.


  Te cativo todos os dias, através do meu esforço
  Como torço, pra que ele seja sempre
  Natural e sincero e, cativando-a
  Sei que nada que faço é em vão.


  Retribuir tal cumplicidade que provém da
  Sua fonte de amor verdadeiro,
  É como se Eu pudesse estar em sintonia
  Com algo que não quero romper.


  Toda a sua família me abraça como um filho,
  Que alegria poder estar ao lado deles,
  Vendo os meninos correrem e depois
  Ofegantes me pedirem algo gentilmente.


  Toda essa partilha que você me confia,
  Faz de mim e me torna alguém
  Confiante, também confio em ti
  E espero corresponder à sua altura.


  Posso ler em seus olhos o que falta ainda
  A fazer, é por isso que todos os dias,
  Logo cedo, ao raiar do meu pensamento,
  Digo a ele que me dê forças pra seguir adiante.


  Tendo a força você é a luz, unidas posso
  Caminhar para meu trabalho e respirar 
  Aguardando novos desafios, são horizontes que 
  Se desdobram diante da minha iniciativa.


  Essa vontade de vencer e construir algo
  Mantendo peçinha por peçinha em seu
  Devido lugar é fruto dos desejos que tanto
  Nutrimos um pelo outro.


  Saiba que irei agir sempre assim enquanto
  Tiver forças e equilíbrio mental irradiando
  Em meu corpo, saiba então mais uma vez
  Que hoje é mais um dia de te mostrar.


  O que será visto por nós dois e todos que
  Amamos, estamos inaugurando hoje,
  Precisamente no minuto que me beija
  E encosta as mãos em meus ombros.


  Futuramente será visto e revisto por eles, 
  Eles baterão palmas e as crianças.
  Sim, são as que você imagina serem, 
  Irão vir correndo deitar-se no seu colo.


  Sei que é preciso acumular muito conhecimento,
  Vontade e ter a real visão de que tudo isso
  Será feito por nossas duas mãos,
  Juntas são quatro saudáveis partes de um só ser.


  Então quando muitas coisas forem 
  Se revelando, irei colocar cada uma
  No lugar que lhe cabe, você rirá
  E irá dizer que adoro me organizar.


  Sou assim mesmo, do jeito que retratas
  Com sua visão doce e ao mesmo tempo
  Sábia de interpretar-me.
  Isto é tão reconfortante.


  Então viva meu amor,
  Seja feliz e, alegre-se com o fato
  De que cada célula e cada minúscula forma
  Desse todo nos convide a viver no mundo.


  Viva a realidade, deixe que a verdade da
  Tão sonhada esperança se manifeste,
  Por que assim teremos muito que viver 
  Ainda e serei o seu tão sonhado amor.

terça-feira, 5 de julho de 2011

A Canção de Nossas Vidas

I.
 Como eu a amo! Oh, de fato a amo!
 Seus olhos irão se abrir diante de mim.
 Ame-me também! Sim, me amas demais!
 De todas as formas que se calam sem fim.
 Cante comigo! Cante as palavras de paz.
 Dance e ensine-me a trazer o que traz
 Dessas lindas melodias e me torne capaz.
 Como eu a amo!


 II.
 Diante de si! Veja diante de si.
 Por entre olhares sussurro diante de ti.
 Olhe agora, agora me olhe! Eu a enlaço;
 Pela sua cintura a tomo e lhe abraço.
 Veja-me! Vês aos poucos a sinceridade
 Fruto de trabalho, amor & cumplicidade. 
 Como eu a amo! Oh, de fato a amo!
 Seus olhos irão se abrir diante de mim.
 Adore-me, me adore-Eu sei-Adoro-a!
 Posso sentir o que sentes quando acaricio-a.
 Também adoro, adoro!

  III.
  Ah! Então é assim! Viver todo esse afeto!
  Não cobra, não restringe & tampouco consente,
  Nada exige do que simplesmente viver o sentimento,
  E por um mínimo de respeito duvidar do que sente
  Sendo inevitável duvidar que não dissipe no tempo
  Tendo tudo isso sido feito sem contratempo,
  Por mais que pergunte se é obra do destino.
  Vá, bela canção! E em seu ouvido
  Sussurre que se aproxima a hora do amor devido
  Sem medo ao meu amor tornando-se nítido.
  Vá, bela canção! Suavemente toque o cristalino
  Desejo que arde ao meu pedido divino
  De dizer que nosso amor está a um ponto de fusão,
  Fazendo-a acreditar que nada romperá nossa união,
  Então junte as mãos e faça um pedido a estrela
  Que aparece junto ao céu dando-lhe toda calma,
  Só essa a minha ventura de dizer que é para ela
  A música que com tanto ardor nasceu da minha alma.

Hino do Amor

  Nós somos teu, Ó Amor, nascido de ti e em ti feito,
  Como à ti, Amor, houve um profundo pensamento,
  E nós podíamos pensar, sim, dum modo perfeito,
  Falávamos dos fogos das ideias que se expandiam.


  Mas não queimou como nós imaginávamos,
  De tal maneira feroz duma melodia repensada,
  Somente éramos o clamor de palavras que amávamos,
  Porém tolas, perdidas palavras de significado em pedaços.


  Se assemelhavam a um descuidado discurso de um tolo,– 
  A vida viajando com medo pelo escuro,
  É como o menino que atirava ao lago pedras como consolo,
  Atingiriam elas lugares abissais?
  
  Perigosas são as estrelas, mas é o nosso nascimento,
  E nós viajamos pelo tempo nelas,
  Como as palavras de ar, feitas deste estrelado sentimento,
  Tão doce como uma alma encantada da terra.


  Como vozes que somos deste vento mundano,
  O grande vento do destino do mundo,
  E girou, como o ar pelo contorno sonoro, tão humano
  E à mente com desejos maravilhosos.
  
  Mas não no mundo como uma tempestade abalada,
  Sem suportar por inteiro o peso desse vento,
  Com tal pressa a nossa palavra se torna esplêndida
  Como as trevas preenchidas com o lume.


  Para o Amor nós usamos o som de uma canção,
  E o Amor significa o que a nossa vida exerce,
  Fazendo nossas almas serem sílabas da multidão
  Dos tons de uma música repleta pela exaltação.


  Nós voamos na cega velocidade deste mundo fatal,
  Como a chuva que sopra por esses campos enlameados;
  No entanto, desejamos ao futuro deste casal,
  As alegrias cantadas com adoração.


  Sim, feito de acaso e todo o labor em disputa, 
  Vamos sendo carregados por esta forte chama;
  Pela uma linguagem, o Amor mantem uma conduta
  Que se apoderou da vida, queimando no coração a história. 


  Sim, Amor, nós somos teu, a tua felicidade,
  Teu pensamento dizemos com toda alegria,
  A consciência mortal da imortal plenitude,
  Com zelo falamos do Amor na glória de amar.