Eles mentem, os homens que nos dizem em um alto tom
que queremos aqui um estranho, e uma miséria
para onde o mais próximo subúrbio e a cidade propriamente
O peitoril da minha janela está no mesmo nível
à deriva do passado, à deriva do passado,
P'ra batida dos pés cansados,
Enquanto entristeço-me pelos donos
E por que Eu fico triste, numa terra jovem e justa,
p'ra ver sobre aquelas caras estampadas o Desejo
Eu olho em vão tentando encontrar vestígios da doçura
mas as faces estão afundadas à deriva pelas ruas,-
em diante à deriva, à deriva em diante,
ao raspar de pés inquietos;
Eu entristeço-me pelos donos
Em horas antes do amanhecer escurece a luz das estrelas
os rostos cansados e lívidos começam a passar aos poucos,
aumentando a medida nos momentos de pressa;
até como o fluxo do rio pálido são
com a batida de pés apressados,
ah! Eu entristeço-me pelos donos
O ser humano diminui o seu fluxo após às oito horas
suas ondas indo fluir mais rapidamente no medo
mas lentamente arrasta-se os momentos,
enquanto sob a poeira e o calor,
a cidade mói os proprietários
corpo de moagem, a alma da moagem,
rendendo escassamente o suficiente para comer,-
Oh! Eu fiquei triste pelos donos
E depois os rostos apenas até o sol estão afundando,-
são de trabalhadores de longe e os desocupados
salvo aqui e ali um rosto que aparece estranho
fala de desempregados da cidade em cima
de suas batidas cansadas,
deriva à volta, volta à deriva,
Para o piso dos pés inescutáveis,-
Ah! Meu coração dói pelos donos
E quando as horas já de pé arrastam-se
e a luz amarela e doentia do poste
zomba da origem do dia que se foi,
então flui pela minha janela como uma maré
mais uma vez Eu vejo o fluxo de rostos
a vazante acontece, acontece a vazante,
ao arrastar os pés cansados,
enquanto o meu coração está doendo
estupidamente pelos rostos
E agora tudo está borrado e manchado,
como o constringir da última página
por enquanto a curta "grande hora"
está na direção das pequenas horas
com sorrisos que zombam do utente,
e com palavras que imploram metade,
flores são oferecidas por costume,
afunilada;- afunilando-a,
no naufrágio atingido pela batida d'uma
um comércio terrível, e ingrato é o dela,
mas que mulher corajosa é essa
Mas, ah! As coisas que amedrontam
no seu coração 'stá crescendo
em espessura nas cavernas imundas
onde formas humanas devem apodrecer
em chiqueiros de porcos imprestáveis,
e os rostos fantasmagóricos devem ser
vistos em qualquer paradeiro d'uma rua,-
coisa podre regurgitada, coisa regurgitada...
para falta de ar e carne,-
em antros de vício e horror que 'stão
Eu me pergunto se a apatia dos ricos
afora de todas as suas janelas no mesmo
nível dos rostos dos pobres?
Ah! Escravos de Mammon, seus joelhos
seus corações tremer de horror,
quando Deus exige uma razão para as dores
as coisas erradas e as coisas ruins
pela viela suja e gosmenta,
Eu deixei o canto terrível
aonde os passos ainda não aconteceram,
com uma vista pro desfiladeiro e para morte,
mas quando a noite chegou triste
junto com a chuva e o granizo,
isso me assombrou tanto- as sombras
esvoaçando silenciosos em suas pisadas,
e com as bochechas um pouco mais alvas
do que as reais qu'encontro na rua.
U'a vez Eu chorei "Oh! Deus Todo-Poderoso,
Teu Poder ainda se deve suportar,
agora me mostre em uma visão pros males
E eis, com todas lojas fechadas
e na distância do presságio,
ouvi um vagabundo correndo,
aproximando-se, chegando perto,
para se bater um tambor irritante
e logo vi que o exército é que estava
que num jato torrencial inunda
tudo o que vê pela frente,
a inundação humana veio derramando
com as suas bandeiras vermelhas
e todos os olhos brilhantes
se acenderam todas as chamas
e piscando espadas faziam se refletir
as faces rígidas das ruas,
derramando, derramando nelas,
o som dos tambores que as ameaçavam,
e os hinos da guerra e os aplausos
E assim deve ser, enquanto o mundo
vai girando e seguindo seu curso,
a caneta da advertência continua
e a voz da advertência a ficar rouca
toda vez que eleva um pouco mais
mas não até que uma cidade
e seu povo ficar triste ao perder
tempo com os terrores na rua,-
a luta terrível e eterna,
para roupa mal vestida e a carne
numa rua cruel da cidade.